Que falo sobre o prazer.
Que brinca de sonho à sonho, A procura de ser...
Realidade.
Diria ser
O supremo bem da humanidade,
Felicidade!
Que está no ato escondido,
No alto da mangueira,
Do beijo correspondido,
Ao assalto à geladeira.
Da bola na rede,
Ao abraço apertado,
De saciar a sede,
Com um copo d'agua gelado.
De brincar de esconde-esconde
E não ser encontrado,
De sentar no meio
De fazer o sorriso alheio.
De tirar o sapato
Após a longa caminhada.
De se ocupar fazendo nada.
Apertar campainha e “capar o gato”.
O radical
de prazer
Não
tem prazo,
E nem se compra.
Quando foi tua última prosa
Com dois dedin’ de café?
Esse troço é o prazer...
O de abraçar o travesseiro,
E não larga-lo,
De presentear,
De dormir abraçado,
E não
ter hora para
acordar.
De ser louco com companhia
Deleitar-se com o prato predileto
Estando de barriga vazia.
Avó quando vê neto.
Das férias
De viajar
Descobrir dinheiro perdido
De o
gastar
De dividir o pôr do sol e o miojo
Sem birra e sem entojo
Gargalhar.
Para vida corrida, engatinhar.
Prazer com o primeiro choro
Gritando
VIDA!
Ou
quando fazemos o coro
Em
torcida.
Do
reencontro
Com quem
se gosta.
Dos
pombinhos in love
Com a
proposta.
Dormi com a chuva de trilha sonora,
Ouvir a música certa na hora certa,
Prazer de quando a hora
Anuncia o fim de semana,
Abrir iogurte e lamber a tampa
de receber aquela mensagem
Que o sorriso se estampa.
De cheirar um cangote
E ser cheirado.
Fazer parte do trote
Prazer
de ser quem é
E por
isso ser admirado.
Prazer
de viver com o sorriso
E a
satisfação
De quem
tem por dilema
Se
apoiar no problema
Para
alcançar a solução.
Prazer não
se define
Não se
limita,
Não se calcula
A gente até
tenta
Se inibe,
imita, dissimula.
Você prazeia
A
leitura que proponho?
Eu prazeio
O prazer
de sonhar
Com esse
troço medonho,
Abruptamente
acordar
Com o
verso na cabeça e sorrir
Hoje é
mais um dia
Para
deleitar a alegria
E o
prazer de existir.
Hilton Wesley Lacerda