Às vezes me
escondo
Para que você note minha falta.
Ora! Pirraça seria,
te iluminar todo o dia,
a troco de nada.
Sou luz
Ou só fado pro teu Ceará,
Mas se de bom grado,
O que de mim é gerado,
Eu nunca fui de cobrar,
Porquê me desdenha?
Se não há calor que te contenha
À ir sapatear na praça.
[Comigo à pino e você descalça].
O suor que te rodeia,
Não é minha intenção,
Eu só quero chegar mais perto,
Sentir pulsar teu coração.
Mas dizes que me odeia,
Pois não sei justa razão.
De certo,
Amor frio faz teu feitio,
E esses não me faz não.
Custava um só momento do dia
Parar tua rebeldia
E contemplar meu saimento?
Se não é de teu conhecimento,
A beleza de teus olhos verde-mar
Nunca ei de reivindicar.
Tal como sua amada lua
Que o besta aqui continua
À iluminar
Mas um dia quando me cansar
Irei me [im]pôr
E jamais voltarei
Será dia de lembrar
Quanto vale o amor
E por quanto o venderei.
Wesley Lacerda