Amor é
algo difícil de definir, ainda mais de se provar. Como mensurar algo que é tão
subjetivo e pessoal, é como um líquido que tem a forma de seu container, mas
todos os containers são cegos. Apenas acredito que a ausência da evidência, não
evidencia a ausência. Mesmo sem a prova indubitável, pequenos gestos e atitudes
nos fazem crer que chegamos perto da tal verdade absoluta, Ele(a) me ama! (Não
que isto seja necessário).
1:59 AM, acabo de presenciar algo que para mim, não evidencia a
magnitude do amor de uma pessoa para com outra, mas ao menos me possibilita
criar uma escala em direção ao desconhecido. Estou em um ônibus lotado de
estudantes, voltando para o apartamento, é última semana de aula; os bares da
cidade estão lotados.
Ao meu lado, noto um casal inquieto, o namorado veemente
tentando chamar a atenção da namorada, pedindo para que ela respire fundo, ela
se esconde em seus braços, dizendo que está para vomitar, mas que não quer o
fazer no ônibus, está tão lotado, iria ser muito constrangimento para ela, o
namorado a consola, sempre alertando, ---só mais 5 minutos baby, Olha para mim!
Estará tudo Ok --- ele faz o que pode, mas aos 30 segundos restantes para
alcançar a parada final, ela vomita. Ele num reflexo anormal, entranha-la em seus braços, e põe-na para vomitar
dentro de sua blusa, naquele ponto, os adjacentes como eu, na falta de
centímetros de escape, já tinham conseguido sua parcela de vômito na roupa ou
no calçado. Ela continua a vomitar no peito do namorado, (Me espanta quanta
coisa coube naquele estomago) que apenas fala, está tudo bem baby enquanto
segura seu cabelo. O ônibus pára, ela desce, ele a guia para o apartamento com
beijos na testa.
E eu quero uma mulher que faça isso por mim.
Hilton Wesley Lacerda
Hilton Wesley
sábado, 2 de maio de 2015