E é na ginga que a gente vai caminhando,
Dessas línguas e mentes vís,
A gente vai esquivando,
Na busca de ser feliz.
Se o sol parece iluminar diferente,
Acorda minha gente,
O dia amanheceu,
Erê não és indigente,
Tua dor és tu que sente,
Porque assim você escolheu,
Canta que teu canto,
Espanta teu espanto,
Está na cor está na raça,
E se a dor não passa,
Brilha!
Pois és negro
E assim fostes feito,
E se isso é defeito,
Mais que maravilha!
Falaram-me de minha conduta,
Indigente ou coisa assim,
E o suor da labuta,
Ainda rega meu jardim.
Vem meu Erê,
Senta aqui comigo,
A rua está um perigo
E não quero te perder.
É dia de fazer história,
É dia de mudar a hegemonia,
Nossa consciência, nossa glória,
Não está em apenas um dia.
Oh! Meu erê,
Não caia nesse clichê,
Eu sei que o passado foi triste,
Mas o mal ainda existe,
E sozinho não vais deter.
Pega na mão do teu irmão,
Vamos na roda da capoeira,
Entender que a vida é passageira,
E mais vale viver.
Eu quero é ação,
Se vida é traiçoeira,
Então dar-lhe uma rasteira,
E escraviza teu sofrer.
Mostra teu Zumbi, teu Mandela,
Pois tua consciência, e somente ela,
Pode te escravizar
Somos todos iguais,
E a busca da paz,
Nos faz caminhar
Hilton Wesley
quarta-feira, 20 de novembro de 2013