Ele conseguia mentir
Confundir sem deixar
pista
Sentira forte em
iludir
Em matéria de mentira
era artista
Tinha a arte da
palavra
Tinha o domínio da
expressão
Se não dava certo;
chorava.
Era esperto, enganava
a emoção.
A vida era seu teatro
Encenar era respirar
Consigo fez um trato
Mentir até não
aguentar
Desvirginou muita
verdade
Com a arte da palavra
Ou seria palavrão?
Sentia a liberdade
Conquistar um coração
E deixar que o raio
parta
Teve quinze namoradas
Oito desvirginou
E elas encantadas
Com seu semblante
sedutor
Que dizia ser amor
[Pobres coitadas]
Dizia coisas bonitas
Falava da aparência
Que as ama
E com tudo e tudo e
tal
Nova experiência
No sofá ou na cama
Em uma prova de amor
sem igual
Era o que dizia
Até conseguir o que
queria
A mentira já não
valia
A verdade traria mais
alegria
Sexo casual
Ela procurava o
príncipe
E ele a próxima
Sua vida era ótima
Ninguém o enganava
E da vida gozava
Sem medo e sem
segredo
Só vontade desprovida
de verdade
Não tinha identidade
Na turma dos garotos
Era o maioral
Esbanjava em seu
sorriso maroto
A fama, o drama, o
trivial.
O rei do mulheril
O querido, e
destemido
Estilo primeiro de
abril
Conquistador de
amores
Com emoções
acompanhada de outras intenções
Mandava flores
Ganhava noites, madrugadas,
status na galera.
Ele era o fera.
Mas sempre acabava
triste e sozinho
Aquilo já desvalia
Já não tinha tanta
alegria
Nem nas mentiras que
dizia
Assim
consequentemente
Fez de sua vida uma
melancolia
Conseguiu enganar
muita gente
Inclusive quem não
devia...
Hilton Wesley
domingo, 14 de julho de 2013