Me queira devagarinho.
Não assusta o passarinho,
Que dorme dentro de mim.
Eu não sei querer
Como uma pessoa normal.
Sou muita paixão de carnaval
As vezes amo sem perceber.
Se me amas então,
Não me peça em namoro,
Me chama para fazer coro
Desbravando o mundão.
Não é fazendo alarde,
Mas ao passo que o amor arde.
Ardido sou.
A verdade é que eu sou covarde.
E essa poesia já está tarde.
O passarinho acordou.