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| Cbabi Bayoc |
O gambé me pergunta se tenho nome,
Se a droga me deixou magrela assim.
Mas ele nunca conheceu a fome,
Como ousa encher a boca para falar de mim?
Se forja um indigente
Para justificar o ato
"Essa corja delinquente
Tem mesmo que comer mato"
Me tiraram a jinga
O direto de revidar.
"Ah! Infeliz que nasceu na cantiga.
Fede antes mesmo de se sujar."
Meus pulsos cerrados e algemados
Vil, veio da sarjeta.
Meus olhos tapados.
Com tarja preta.
Eu vi e ouvi mesmo assim
No terreno baldio
O estopim
O cara matou meu tio.
Olha lá! O nego tizil!
Deitado de papo pro ar enfim.
Eles nunca sentiram frio,
Como ousam ter pena de mim?
Hilton Wesley Lacerda
Hilton Wesley
quinta-feira, 5 de maio de 2016