Eu, coadjuvante de tua história.
Cria de tua costela.
Para tua vitória?
Eu? Apenas mazela!
Teu salário, quantia irrisória.
Para pagar minha parcela.
Teu punho cerrado com dedicatória
Para minha costela.
Na pré-história
Tu domesticaste o cão e cadela.
Tua traição? Vanglória!
Nas esquinas, balela.
Teu harém? Meritória!
O meu? Clientela.
Tua força? Notória!
A mim? Me cabe a panela.
A matéria-prima para teu tutano.
Tua autossuficiência e existência.
Teu? Nosso? Ou meu engano?
Oh! Que decência.
Um dia só meu no ano.
A tua penitência.
Hilton Wesley Lacerda
Hilton Wesley
terça-feira, 8 de março de 2016