O sabiá parou de cantar
Levou tua inspiração
João, não deixa isso não.
Teu pranto é canto
Lágrimas regando o sertão.
João,
não abaixa a cabeça
Levanta,
e espanta
O
que quer que pereça.
Bebe o ultimo gole,
E sai desse lupanar
A lástima que você engole
Tuas cordas vocais
Irão enforcar.
Pois o sibilo profundo
É o porvir para o que há de vir
De belo no mundo
Não importa o desdém
Ou que te digam
Que nunca serás ninguém
Eles são muitos,
Você também.
João não deixa isso não
O sol que morre, amanhã te socorre
Renasce, brotando do chão
Verás que quem foge da luta
Não é sacro, porém nem é fraco
Desde que volte à labuta.
Pois
não há dólar
Que
compre tua conduta.
A
tua teimosia
Incomoda,
e aos poucos engoda
Toda
nossa anestesia
Então
seremos João
Poderemos
sorrir
Com
toda elasticidade inerente
De
viver e ser
Abundantemente.
Pois
João que é João
Não
deixa isso não.
Hilton Wesley Lacerda
Hilton Wesley
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015