Eu não queria te ver chorar
Me dói a alma te ver assim
Fúnebre, sem forças pra lutar
Clamando por um fim.
Teus regimes, tuas doutrinas
Me afastara
Tua graça de menina
Acabara
Teus lindos semblantes;
Agora carcomida,
Teus conturbados infantes
Não sabem o que é vida.
Tua imensidão
Ínfima entre as ganâncias,
Teu coração,
De mãe de infâmias.
Eu não quero tua luz de infanticídio
Tua seiva tem pus, sem plasmídeo
Tuas bactérias te consomem,
Nossas quimeras, hoje somem
Já não sei teu nome
Costumava te chamar de Terra
Porque pari o homem?
Esse filho ingrato que te aberra.
Poderia uma mãe desertar?
Poderia ‘Mãe’ ser teu
título?
Já que não soube nem educar,
Teu pútrido legítimo.
Esse fim é merecido
Sonhe com o ócio
Pois de fato é sabido
Mesmo te amando, quero divórcio.