Ele anda com o semblante no rosto
Sofreu, amou e chorou.
De tanto desgosto
Ele não aguentou
Seus olhos trêmulos
Leram tanto romantismo
Seus pés ingênuos
Caminham para o abismo
A solidão a companheira inseparável
Paciente e especial
Nas horas tristes a miserável
Une-se à lágrima formando um belo casal
O sorriso e o coração
Aprisionados pela saudade
De uma decepção
De uma verdade
Não se sabe ao certo
A causa de tal depressão
Sabe-se que sua vida virou um deserto
E que as lágrimas são sua salvação
Nem na morte ele confia
Apenas em seu mundo surreal
A vida já desvalia
Estava perdido entre o animal e o vegetal
Ele apenas descrevia o que via
Se sua vida era uma alogia
Com a alma ele sentia
E falava em poesia
Ninguém descobriu
Onde estava sua inspiração
Ninguém o viu
Vendeu seu corpo à solidão
Não sentia medo
Não tinha segredo
Seu peito era vazio
Sentia o arrepio do degredo
Chorava e escrevia
Era o que sabia fazer
A ver as pessoas com indiferença
Apenas mentia; sorria.
Ninguém os identificava
Quem é quem; e quem são
Ele chorava e ela acalentava
O poeta e a solidão
Hilton Wesley
terça-feira, 20 de agosto de 2013